Xô, culpa! Faça as pazes com a comida de fim de ano

Por Kipp Saúde

13 de dezembro de 2021

Alimentação

Por Kipp Saúde

13 de dezembro de 2021

As festas de fim de ano representam, para a maior parte das pessoas, uma pausa relaxante com sensação de missão cumprida. É também hora de parar para fazer novos planos. Cardápios especiais costumam acompanhar a culpa de comer demais, prevendo que a quantidade e qualidade do que vai ser ingerido sairá da “rotina alimentar habitual”.

Geralmente, o reflexo a essa suposta comilança seja planejar “entrar na linha”. Esses planos incluem, frequentemente, dietas restritivas – que são difíceis de serem mantidas – e o excesso de exercício físico para “queimar” o que foi consumido.

Mas será que essa é a única maneira de vivenciar esse momento tão especial? A Kipp acha que não, e traz para você algumas dicas para ajudar a espantar a culpa nas festas de fim de ano:

1. Procure afastar a mentalidade da dieta

Ela prejudica nossa relação com a comida, pois nos estimula a ter medo dos alimentos. Com isso, faz com que a gente classifique os que são bons – aqueles que “são permitidos, emagrecem – e ruins – “os proibidos, que engordam”. Ela também prejudica nossa relação com nosso corpo, atrapalhando na percepção dos sinais internos de fome e saciedade. Paramos de saborear a comida e de saber quando estamos com fome e quando podemos parar de comer.

Podemos pensar assim: na ausência de restrições, as comidas de final de ano não serão tão incríveis e diferentes das que você normalmente come. Por isso, procure manter uma alimentação saudável e, acima de tudo, prazerosa para você.

2. Seja gentil consigo mesmo

Seja gentil com si mesmo não apenas no período de festas, mas durante o ano todo. Incorpore mais atenção e presença aos momentos de refeição escutando as necessidades do seu corpo e coma com prazer e satisfação.

3. Seja flexível

O desejo de comer algo fora do planejado acontece, e inclusive às vezes escolhemos comer um docinho depois do almoço, por exemplo. Nessas ocasiões, saboreie-o com calma, e procure fazer desse momento uma pausa agradável. Lembre-se que seu objetivo é manter um equilíbrio ao longo do dia.

Vale lembrar que nos alimentamos para nutrir o nosso corpo. No entanto, quando comemos, alimentamos também a nossa história, criamos afetos e memórias, damos e recebemos amor. E, quando entendemos que comer vai muito além de levar calorias para o corpo não há espaço para a culpa.

4. Tire a comida do fim de ano do pedestal

Não há dúvidas de que o cardápio de final de ano é um dos atrativos das festas de família. Mas não é o único! Pode ser interessante criar novas tradições na sua família, buscando o interesse por outras atividades. Por exemplo, programar jogos e outras atividades para os dias de festa. Algumas ideias: mímica, videokê, sarau de poesias, jogos de tabuleiro ou assistir a um bom filme.

Além disso, no dia a dia, por que não de vez em quando ir àquele restaurante diferente, ou fazer aquele prato gostoso? Esses interlúdios no cotidiano “quebram” o excesso de idealização da comida do fim de ano e, quando a ceia for servida, certamente não irá provocar aquele grande anseio.

5. Evite o “binge eating”
O binge eating é o ato de comer uma grande quantidade de comida em curto espaço de tempo, até ficar desconfortavelmente cheio. Esse comportamento é comum nas festas. Fique atento para não passar de seu próprio limite de conforto. Coma devagar, faça pausas, aproveite cada garfada. Afinal, o grande prazer de uma boa refeição é sentir-se bem!

6. O erro do “vou queimar tudo na esteira”

A atividade física requer mais constância do que intensidade. Com isso, não queira compensar o tempo perdido ou “gastar” o que comeu a mais.
Se você já treina, lembre-se que nosso corpo precisa de repouso, pois ninguém treinar muito é saudável ou inteligente. Ficar uns dias sem treino, curtir a família e os amigos também é importante, se dê o direito. Entretanto, assim que encerrar o descanso, volte à sua rotina de treinos normalmente, sem querer “compensar”.

Se você ainda não treina, não acredite que sair fazendo o que pode de forma regrada ou desregrada vai “compensar” o prejuízo. Acredite: como falamos, na atividade física, constância é mais importante que intensidade. Com isso, exercício físico é como um remédio que tem que ser tomado de forma contínua a longo prazo e com uma dosagem adequada para você. Se você quer iniciar esse hábito, assim que retornar do seu descanso das festas, procure orientação de um a profissional da área de Educação Física.

Em síntese: nas noites de festas, analise o ambiente ao seu redor, escute as risadas, as conversas, sinta os cheiros, o choro, se dê a chance de fazer diferente, de se respeitar, de se (re)conhecer. Perceba o quanto você é merecedor de estar ali, a comida é somente mais uma comida gostosa, entre tantas outras que você poderá saborear o ano inteiro.

Pratique o milagre do Natal em você, o milagre está dentro de você, e não na mesa de Natal. Respeite sua fome e sua saciedade, prove tudo até se sentir confortável, depois disso decida que as comidas gostosas que você não conseguiu provar, se você vai guardar em uma vasilha (leve sempre um com você em festas de família), ou se você vai pedir a receita, ou perguntar onde foi comprado.

Não terá exagero. Está decidido, este ano o exagero será somente com risadas, abraços e afagos!



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