Sedentarismo na infância: o que você pode fazer para mudar essa realidade?

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Por Kipp Saúde

26 de janeiro de 2022

Atividade Física

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Por Kipp Saúde

26 de janeiro de 2022

O Brasil lidera, mundialmente, o ranking de país mais sedentário, quando se considera apenas crianças e adolescentes. Entre 5 e 9 anos são 78% de sedentários, e entre 11 e 17, o número sobe para 84%. São dados muito alarmantes, se pensarmos que o sedentarismo, sobretudo nessa idade, atrapalha o crescimento, o desenvolvimento ósseo e muscular, o desenvolvimento cognitivo, pode levar à obesidade, entre tantos outros fatores.

Criança gosta, e deve, brincar, correr, escalar, se aventurar. Mas, quando uma janela pro mundo cai em suas mãos, a brincadeira pode passar a ser diferente do que deveria. O fato é que as crianças de hoje já nascem com aparelho de celular conectado à internet, ou seja, as duas maiores invenções tecnológicas juntas, ao alcance das mãos. E o pior: sem limites. As crianças brasileiras passam cerca de 5 horas ou mais conectadas às telas, enquanto que na Coreia do Sul, esse assunto já é tratado com maior seriedade e existe uma política que, não apenas limita a utilização das telas a 3 horas, como corta o acesso à internet depois de uma certa hora da noite.

As telas já foram os grandes causadores do sedentarismo e do aumento de casos de miopia, na forma da TV e do computador, em décadas passadas. Imagine com a mobilidade e o avanço da tecnologia, cada vez maior?

Vários estudos já mostram que é possível criar dependência do celular e internet, como também alterar o comportamento e a maneira como o cérebro funciona. Além disso, a vida dentro do mundo virtual já está associada com quadros de depressão e ansiedade.

E o que fazer para mudar essa realidade?

Bem, em primeiro lugar é preciso dar o exemplo. Serem pais que tenham em suas rotinas algum tipo de atividade física ou que proponham junto aos filhos, unir os momentos de lazer com movimento físico, como fazer caminhadas, trilhas, propor jogos de vôlei, futebol. Vamos combinar, ficar sentado no sofá, dizendo ao filho que ele precisa se movimentar, não funciona.

Estimular atividades esportivas, que permitam não apenas a sociabilização, como também a vivência da competição e da disciplina, também é importante. O que se deve fazer é criar o hábito, desde pequeno, de fazer alguma atividade física, com regularidade. E, em paralelo, o tempo de tela deve ser limitado. Mesmo que a criança faça, por exemplo, natação pela manhã, escola à tarde, mas passe mais de 5 horas por dia mexendo com seu celular, ainda assim é perigoso e há chances de desenvolver prejuízos à saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, é recomendado, para crianças de 5 a 17 anos, o mínimo de 60 minutos de atividades aeróbicas, de moderada a intensa, todos os dias e mais atividades de grande intensidade, incluindo as de fortalecimento muscular, 3 vezes por semana.

E aí, está preparado para encarar esse desafio junto aos seus filhos?

Fontes científicas:

Tateno, M., et al. (2019). Internet addiction, smartphone addiction, and hikikomori trait in Japanese young adult: Social isolation and social network. Frontiers in Psychiatry, 10(JULY). https://doi.org/10.3389/fpsyt.2019.00455

Darnai, G., et al. (2019). Internet addiction and functional brain networks: task-related fMRI study. Scientific Reports, 9(1), 15777. https://doi.org/10.1038/s41598-019-52…

Sohn, S., et al. (2019). Prevalence of problematic smartphone usage and associated mental health outcomes amongst children and young people: a systematic review, meta-analysis and GRADE of the evidence. BMC Psychiatry, 19(1), 356. https://doi.org/10.1186/s12888-019-23…



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