Rastreamento do Câncer de Mama. Todas devem fazer?

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Por Kipp Saúde

5 de outubro de 2021

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Rastreamento do Câncer de Mama. Todas devem fazer?

O que você precisa saber antes de marcar a sua mamografia de rotina
Quando o assunto é a nossa saúde, não podemos perder tempo. E, em se tratando de Câncer de Mama, todos os anos as campanhas de Outubro Rosa deixam claro o recado: é preciso descobrir a doença quanto antes para garantir os melhores resultados no tratamento.
Sendo assim, a maioria das mulheres já sabe da importância da chamada Mamografia, que é o exame utilizado para o Rastreamento do Câncer de Mama.
Mas esse exame bem conhecido não é um ponto consensual entre especialistas. Eles, cada vez mais, apontam a importância de saber quem deve de fato fazê-lo para que traga mais benefícios do que danos.

A notícia que ninguém gostaria de receber

Em 2020, mais de 66 mil brasileiras receberam a notícia de que precisariam enfrentar a batalha contra o Câncer de Mama, o 2º tipo mais comum entre elas, atrás apenas do de pele não melanoma, e que até 2019 foi a principal causa de mortes entre as causadas pela doença.
Na verdade, existem muitos tipos de cânceres de mama e cada um deles evolui de forma e velocidade diferentes. São diversos os fatores que podem influenciar para o seu surgimento. Alguns são comportamentais, genéticos e/ou hormonais ou de histórico reprodutivo.
Entre os sinais mais comuns que levantam desconfiança sobre a existência da doença estão:
• nódulos – 90% das mulheres percebem esse sinal. Geralmente são indolores e fixos,
e podem aparecer nos seios ou nas axilas;
• mudanças na pele da mama, que pode ficar parecida com uma casca de laranja,
avermelhada ou retraída;
• mudanças no mamilo;
• saída de líquido ou sangue pelos mamilos;

Se você identificar qualquer um desses sinais, é fundamental que procure quanto
antes sua Ekipp. Apenas um especialista poderá fazer todas as avaliações para
orientar você com segurança e dar prosseguimento às atitudes necessárias caso a
doença seja detectada.
Embora muitas pessoas, por medo, prefiram fugir da notícia, a verdade é que quanto mais cedo a doença for identificada, melhores serão as chances de cura e vitória nessa batalha.
Se descoberto precocemente, o Câncer de Mama pode ter taxa de cura de até 95% e maior probabilidade de ser extirpado com tratamentos menos invasivos. Quanto antes iniciado o tratamento, melhores serão os resultados.

Rastreamento do Câncer de Mama: a estratégia que pode salvar vidas

Pensando na importância do tratamento e do diagnóstico precoce na batalha pela saúde, a comunidade médica e científica recomenda uma postura alerta e de autoconhecimento.
O estímulo é para que as mulheres possam conhecer seu corpo, identificar prontamente quaisquer alterações na mama e assim procurar ajuda médica de imediato.
Principalmente as pertencentes a alguns grupos específicos que possuem risco aumentado para ter a doença, como as mulheres que apresentam histórico de casos na família ou as que estão acima dos 50 anos, idade em que o Câncer de Mama se manifesta de forma mais frequente e grave.
É a essa estratégia e exame que chamamos de Rastreamento do Câncer de Mama.
O Rastreamento de Câncer de Mama tem como intuito detectar o câncer precocemente por meio de um aparelho de raio-X especializado para avaliar as mamas, chamado de mamógrafo, que busca nódulos tão pequenos que não seriam percebidos pela paciente.
Embora algumas instituições indiquem que a mamografia seja feita anualmente a partir dos 40 anos, o Ministério da Saúde orienta que seja realizada uma vez a cada dois anos em mulheres que estejam entre os 50 e 69 anos.
Porém cada vez mais os cientistas alertam para os riscos dessa prescrição generalizada e sugerem que é importante avaliar individualmente para que o rastreamento não traga mais riscos do que benefícios.

Quais os riscos do rastreamento?

Sim, existem riscos. O exame realmente salva vidas, mas seu uso de forma tão abrangente pode causar efeito colaterais, e não estamos falando apenas dos diretamente físicos.
O maior risco é o de sobrediagnóstico.
Ou seja, o maior risco é detectar um câncer que nunca causaria sintoma nem mesmo iria afetaria a sua saúde.
Uma situação que geraria grande estresse, preocupação, tristezas, além de levar a outros procedimentos desnecessários.
Estudos apontam que a cada 3 casos de Câncer de Mama identificados, 1 é sobrediagnóstico. Ou seja, a cada 3 mulheres que recebem o diagnóstico de Câncer de Mama por meio da mamografia preventiva, uma delas passará por todos os tratamentos e preocupações desnecessariamente, uma vez que, se não tivesse feito o exame, jamais o descobriria e ele não lhe traria problemas.
Para você refletir antes de sua próxima consulta, criamos uma tabela com as características relacionadas com o fazer ou não a sua mamografia.

Fazer:

• Permite encontrar a doença no início.
• Aumenta as chances de cura.
• Aumenta as chances de sobrevivência.
• Reduz as chances de precisar
retirar a mama.
• Reduz a necessidade de quimioterapia.
• 1 a cada 200 mulheres rastreadas
tem sua vida salva pelo exame.

Não fazer:

• Evita o sobrediagnóstico.
• Evita estresse desnecessário.
• Reduz as chances de exames invasivos desnecessários.
• 3 a cada 200 mulheres rastreadas terão um positivo para um câncer inofensivo.

Fale com o médico da família para tirar todas as suas dúvidas sobre a necessidade de fazer o exame.

Quer saber mais sobre Rastreamento do Câncer de Mama? Preparamos um e-book especial sobre esse assunto para você baixar e acessar quando e onde quiser.

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