O que você precisa saber sobre crescimento e sedentarismo infantil

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Por Kipp Saúde

12 de maio de 2022

Atividade Física

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Por Kipp Saúde

12 de maio de 2022

Crescimento infantil saudável

Para as crianças crescerem com saúde é preciso movimento.

Quando uma criança chega na família, uma jornada de aprendizado se inicia. Desde os primeiros dias de vida, o desenvolvimento dos pequenos passa a ser uma prioridade no pensamento das famílias e da Ekipp de saúde!

Quem já vive essa rotina sabe bem como cada marco na curva de crescimento é acompanhado de perto.

Ver as crianças crescerem com saúde para trilharem seu caminho é uma alegria. Por isso, neste texto vamos responder a algumas questões:

  • Como se dá o crescimento infantil?
  • Quais os sinais de alerta a serem observados?
  • Sono e atividades físicas impactam no crescimento infantil?
  • Quais os perigos do sedentarismo na infância?
  • Como combater o sedentarismo infantil?

Como se dá o crescimento infantil?

Aquele pacotinho de amor nasce com centímetros, que em pouco tempo se tornam um metro e assim seguem crescendo. Para que isso aconteça é preciso que uma combinação de fatores atue, dentre os quais citamos: a nutrição, o sono adequado e o estímulo à prática de exercícios físicos.

O acompanhamento do crescimento dos pequenos é feito por profissionais de saúde, que utilizam gráficos de curvas de crescimento. Cada criança tem suas particularidades genéticas, entre outras particularidades, que podem interferir no seu crescimento. Por isso é muito importante manter um acompanhamento com registros adequados e sempre levá-los às consultas da Ekipp de Saúde.

Assim, é possível identificar se o ritmo de crescimento está dentro do esperado para o padrão familiar ou se há algo que precise ser investigado.

Quais os sinais de alerta a serem observados?

Uma queda ou retificação na curva de crescimento é um sinal de alerta para a investigação de alterações de crescimento. Nesses casos, o médico de família irá avaliar a necessidade de investigação das causas de crescimento inadequado.

Alguns problemas que podem ser relacionados com atrasos e dificuldades de crescimento são o hipotireoidismo, condições cardíacas, desnutrição ou outras doenças crônicas. No entanto, a maioria dos casos é de baixa estatura constitucional, ou seja, não são doenças, mas, sim, características que vêm da genética da criança.

Sono e atividades físicas impactam no crescimento infantil?

“Vai dormir, filhinho, senão você não cresce!”. Aí está mais uma máxima da sabedoria popular coberta de razão. A cada sonequinha do bebê, a cada cochilinho da criança e por trás de cada sono depois da aula do adolescente, o corpo está produzindo hormônios que são responsáveis pelo crescimento.

Por exemplo, o hormônio chamado GH começa a ser liberado cerca de 30 minutos após o adormecimento e, embora essas sonecas vespertinas ajudem, é importante saber que essa liberação de hormônios acontece com maior frequência entre 22h e 6 da manhã. Por isso, nada substitui que as crianças estejam na cama na hora certa.

Então, essa já é a primeira dica para ser anotada com o objetivo de um crescimento saudável para as crianças: estabeleça um horário para dormir. Estimule, por meio da rotina, que haja uma quantidade de horas de sono suficiente.

Ao falarmos em sono, um ponto que geralmente surge é o tempo que as crianças passam na frente da tela. Não é recomendando que as crianças estejam expostas a TV, celular ou tablet próximo do horário de dormir, pois as luzes interferem na preparação para o sono e afetam a sua qualidade.

Além disso, a exposição prolongada às telas traz outra consequência para as crianças: a falta de atividade física.

E retomando a questão da sabedoria popular, ao falarmos em exercícios temos uma que não se confirma: determinado esporte faz a criança crescer mais. Não é bem assim. Mas o fato é que as atividades físicas são essenciais para o desenvolvimento físico, motor e cognitivo da criançada.

Os esportes, brincadeiras, movimentos e exercícios físicos de moderada intensidade, e adequados para cada idade, são parte de uma vida saudável e proporcionam uma melhora na densidade mineral óssea. Ou seja, para um crescimento infantil saudável, é preciso movimento.

Aliás, os exercícios físicos são um fator muito importante no combate a realidades perigosamente crescentes na atualidade que são a obesidade e o sedentarismo infantil.

Quais os perigos do sedentarismo na infância?

Muitos de nós, ao pensarmos em infância, lembramos de liberdade, brincadeiras e muita atividade, mas sabemos que esse estilo de vida mudou muito, principalmente nos dois últimos anos.

As atividades ao ar livre, as brincadeiras tradicionais, o tempo do parquinho, foram sendo substituídos por jogos eletrônicos, séries e desenhos. Toda essa transformação tem apontado para dados alarmantes de sedentarismo infantil, e as consequências podem ser graves.

A falta de atividade física na infância impacta no sono, promove aumento de peso e predisposição a doenças, ou seja, reduz a qualidade de vida das crianças.

Em 2021, segundo o Ministério da Saúde, 3,1 milhões de crianças brasileiras menores de 10 anos estavam obesas. As crianças diagnosticadas com obesidade podem desenvolver doenças nas articulações e nos ossos, diabetes e doenças cardíacas, além de traumas psicoemocionais.

Além da alimentação, do meio ambiente e da genética, os exercícios físicos estão entre os fatores que mais influenciam no desenvolvimento condição.

Por isso é muito importante o estímulo às atividades físicas na infância.

Como combater o sedentarismo infantil?

O sedentarismo infantil tem diversas causas: a falta de um espaço seguro para brincar, a troca de brincadeiras ao ar livre pela televisão, a vida corrida e atribulada da família, o excesso de atividades como cursos e aulas, entre outras.

O resultado do sedentarismo entre as crianças é a piora na qualidade do sono, obesidade, diabetes, fraqueza muscular, dores, inapetência e o impacto no desenvolvimento psicomotor. Por isso, é essencial que essa condição seja combatida.

Separamos algumas dicas que podem ajudar no combate ao sedentarismo infantil. Não se esqueça de contar com a sua equipe de saúde para indicar as orientações adequadas de acordo coma idade dos pequenos.

  1. Insira atividade física na rotina da criança, seja por meio de um esporte, brincadeira, ou convidando a criança a acompanhá-lo para realizar atividades do dia a dia a pé, tais como ir ao mercado, visitar um familiar.
  2. Reserve pelo menos um dia da semana para levar a criança para brincar em um parquinho ao ar livre. As atividades que envolvem escalar, subir, pular são excelentes.
  3. Limite o tempo de tela e de atividades sedentárias. Arriscar uma coreografia de dança juntos, fazer um circuito com almofadas, brincar de esconde-esconde são exemplos de brincadeiras animadas que podem ser feitas em família no lugar da televisão.
  4. Ofereça brinquedos que convidem ao movimento: bicicletas, bolas, cordas etc.
  5. Não obrigue a atividades físicas formais, use a criatividade para provocar a vontade de adesão e traga mais movimento nas atividades do dia a dia, preferindo utilizar o transporte público ou caminhar a pé.
  6. Junte a turma. Crianças tendem a movimentar-se mais acompanhadas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é recomendado, para crianças de 5 a 17 anos, o mínimo de 60 minutos de atividades aeróbicas, de moderada a intensa, todos os dias, e mais atividades de grande intensidade, incluindo as de fortalecimento muscular, 3 vezes por semana. Mas, lembre-se: para criança, atividade física é brincar. É muito importante que ela goste e escolha.

Crianças entre 3 e 5 anos devem fazer, no mínimo, 180 minutos de atividade física de qualquer intensidade por dia.

E aí, que tal aproveitar o próximo dia livre e levar os pequenos para um passeio no parque?

Fontes:

https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/noticias/nid/crescimento/

https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/obesidade-infantil-afeta-3-1-milhoes-de-criancas-menores-de-10-anos-no-brasil

http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/obesidade-infantil.htm

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_atividade_fisica_populacao_brasileira.pdf



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