O que já sabemos sobre a hepatite “desconhecida”?

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Por Kipp Saúde

28 de julho de 2022

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28 de julho de 2022

Você sabia que julho é conhecido como o mês contra as hepatites virais? Pois é, a data tem sido lembrada não só pela simbologia, mas, também, pelo aumento repentino de casos de hepatite aguda grave, de origem desconhecida, em crianças. Até o dia 13 de julho de 2022, 35 países reportaram um total de 1.010 casos suspeitos, com 22 mortes. No Brasil, até 29 de junho, dois casos prováveis da doença tinham sido identificados no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul.

Desde abril de 2022, a Organização Mundial de Saúde (OMS) tem acompanhado os casos e quase metade deles foram identificados na Europa, com 272 no Reino Unido, onde surgiram os primeiros registros, embora o país mais afetado seja os Estados Unidos, com 334 casos. A maior parte das crianças tem menos de 5 anos de idade, não são vacinadas contra a COVID-19 e tiveram todas as causas conhecidas de hepatites descartadas.

Dentre os casos identificados, os sintomas mais comuns relatados foram náuseas e vômitos (54% dos casos), icterícia (que deixa as crianças com os olhos amarelados, em 49% dos casos), prostração (45% dos casos) e dor abdominal (45% dos casos). Alguns pacientes acabaram evoluindo para falência hepática e necessidade de transplante de fígado.

A metade dos casos notificado teve um vírus chamado Adenovírus 41 identificado nos exames. Este vírus é comumente responsável por quadros de resfriado e diarreia em crianças. 15% dos casos tiveram o PCR de SARS-cov2 identificado, mas não se tem dados suficientes de Covid-19 prévia. Estes agentes identificados não explicam todos os casos e segue-se em investigação outras possíveis causas e a forma de transmissão.

O que é hepatite?

A hepatite é uma inflamação que atinge o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. A inflamação pode ser por meio de microrganismos, como vírus ou pelo uso de alguns medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.

As hepatites virais, são causadas por vírus classificados pelas letras do alfabeto em A, B, C, D (Delta) e E. No Brasil, as mais comuns são causadas pelos vírus A, B e C. Existem ainda, com menor frequência, o vírus da hepatite D (mais comum na região Norte do país) e o vírus da hepatite E, que é menos comum no Brasil, sendo encontrado com maior facilidade na África e na Ásia.

As infecções causadas pelos vírus das hepatites B ou C frequentemente se tornam crônicas, pois nem sempre apresentarem sintomas. Isso faz com que a doença evolua sem o devido diagnóstico, e o avanço da infecção compromete o fígado, causando fibrose avançada ou cirrose, que podem levar ao câncer e à necessidade de transplante do órgão.

Segundo o Ministério da Saúde, o impacto dessas infecções acarreta aproximadamente 1,4 milhões de mortes anualmente no mundo, seja por infecção aguda, câncer hepático ou cirrose associada às hepatites. A taxa de mortalidade da hepatite C, por exemplo, pode ser comparada às do HIV e tuberculose.

Como ocorre a transmissão das hepatites virais?

Existem diferentes formas de transmissão das hepatites virais. Por isso, vamos falar sobre cada uma delas:

Hepatites A e E: A hepatite A e a hepatite E, sendo a E bem menos comum no Brasil, tem o mesmo tipo de transmissão, que é por via fecal-oral. Ou seja, a transmissão ocorre principalmente pela ingestão de água ou alimentos contaminados. Populações em locais com falta de acesso a saneamento básico ou condições precárias de higiene são bem mais suscetíveis a estas hepatites.

Hepatites B, C e D: Transmissão por contato com sangue, por meio de compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos que furam ou cortam e relação sexual desprotegida.

Durante a gravidez e no parto, também, pode ocorrer transmissão do vírus B, C e D. Não há contraindicação da amamentação para recém-nascidos, desde que tenham sido realizadas ações preventivas como 1° dose da vacina e imunoglobulina nas primeiras 12 horas de vida e completar o esquema com as demais doses para prevenção da hepatite B e D.

Atualmente a transmissão por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados é considerada rara, devido ao maior controle e melhoria das tecnologias de triagem de doadores e sistemas de controle de qualidade.

Quais os sintomas das hepatites virais?

Os sintomas também são diferentes para cada tipo de hepatite. Porém, os mais comuns são: cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

Se você tiver dois ou mais sintomas, como olhos amarelados, urina escura (cor de chá-mate ou Coca-Cola) ou fezes claras (quase brancas) entre em contato com sua Ekipp de Saúde para obter orientações e um diagnóstico mais preciso.

Prevenção:

A OMS continua reforçando a necessidade de atenção para as medidas de higiene que, reconhecidamente, diminuem as chances de adquirir as hepatites de causa já conhecida. Mas, vale destacar que, assim como a forma de contágio e sintomas são diferentes, vamos destacar cuidados gerais de prevenção.

  • Higienizar as mãos frequentemente, com água e sabão ou álcool gel;
  • Cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar;
  • Consumir sempre água potável;
  • Usar as cinco regras para garantir alimentos saudáveis: mantê-los limpos, separar alimentos crus de alimentos cozidos, cozinhar adequadamente alimentos que não devem ser consumidos crus, manter os alimentos armazenados em temperaturas seguras, sempre garantir a procedência da água potável e dos alimentos;
  • Higiene regular das superfícies altamente tocadas;
  • Ficar em casa se estiver sintomático e ao sair para procurar atendimento médico, usar máscaras.

Se você ficou com alguma dúvida, não deixe de procurar orientação médica. O Kipp Fone está disponível 24h por dia para te ajudar. E se for necessário o seu Médico de Família vai indicar o melhor especialista ou tratamento.

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