Gestantes e Covid-19: tire dúvidas sobre como a doença se comporta nesse grupo

Por Kipp Saúde

22 de junho de 2021

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Por Kipp Saúde

22 de junho de 2021

Ainda há muitas incertezas sobre o comportamento do novo coronavírus em diversos grupos da sociedade. Os pesquisadores estão desenvolvendo estudos para entender o impacto da Covid-19 em gestantes, por exemplo. No início de abril de 2020, o Ministério da Saúde incluiu grávidas e puérperas no grupo de risco. A decisão é de proteger e dar mais atenção à essa população. No entanto, não existem evidências de que as futuras mães corram mais riscos de desenvolver a doença de forma mais grave do que as outras pessoas em geral.

Para esclarecer algumas dúvidas muito comuns nesse período, o Dr. Marcos Loreto, diretor médico técnico da Kipp, conversou com o Dr. Lívio Dias, infectologista da Maternidade Pro Matre Paulista. Confira o vídeo completo:

Neste artigo, você vai conferir:

  1. Grávida e Covid-19: atual cenário
  2. Os riscos do último trimestre de gestação
  3. A hora do parto em tempos de pandemia
  4. Pós-parto e amamentação

Leia também: Tudo que você precisa saber sobre o novo coronavírus

1. Grávida e Covid-19: atual cenário
Por se tratar de uma doença nova, as informações sobre a Covid-19 têm mudado o tempo todo. Por isso, é importante que a mulher grávida e sua rede de apoio busquem dados atualizados em fontes confiáveis.

Em março de 2021 foi notificado o primeiro caso de transmissão vertical em Feira de Santana, Bahia. Em entrevista coletiva, Vanessa Falcão, então coordenadora do comitê de combate ao coronavírus, informou que uma gestante de 30 semanas precisou de um parto de urgência. Mãe e bebê precisaram de ventilação mecânica, mas evoluiram com melhora e foram extubados. Colegas do Peru também relataram, no American Journal of Perinatology, reação positiva em cadeia da polimerase (PCR) para SARS-CoV-2 no soro de um recém-nascido. A amostra foi coletada 16 horas após o nascimento. Em outra publicação no JAMA Pediatrics, pesquisadores do Hospital Infantil de Wuhan forneceram informações sobre a infecção por SARS-CoV-2 de início precoce em neonatos nascidos de mães com COVID-19. Os dados incluídos foram coletados de janeiro a fevereiro de 2020.

Apesar dessas publicações, frente ao enorme número de casos da doença notificados até o momento, os números proporcionais de transmissão vertical permanecem muito baixos.

A primeira orientação dos especialistas é essencial para a saúde da mãe e do bebê: manter o pré-natal em dia com acompanhamento especializado e personalizado. No entanto, com tantas mudanças no funcionamento de consultórios, hospitais e postos de saúde, é importante que a gestante faça combinações com os profissionais que estão lhe acompanhando para que ela esteja protegida em encontros presenciais.

O infectologista também ressalta que grávidas com diabetes, hipertensão ou outras complicações precisam de maior atenção para não desenvolver um quadro mais delicado em caso de infecção. Para esse grupo, o Ministério da Saúde recomenda cuidados semelhantes ao da população em geral:

  • lavar as mãos com água e sabão e fazer uso do álcool em gel;
  • manter o distanciamento social sempre que possível;
  • evitar tocar olhos, nariz e boca;
  • praticar a etiqueta respiratória: cobrir boca e nariz com o cotovelo dobrado ou com lenço
  • quando tossir ou espirrar;
  • se tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar, procurar imediatamente assistência médica.

Em caso de suspeita, é preciso seguir os protocolos de testagem do município, mas a recomendação da Organização Mundial da Saúde é que gestantes com sintomas da doença sejam priorizadas para testagem.

Em vídeo: Confira informações de especialistas sobre os testes para Covid-19

2. Os riscos do último trimestre de gestação
De acordo com o Dr. Lívio, o último trimestre de gestação é considerado o mais delicado da gravidez em caso de contágio pelo novocoronavírus. “Na maioria das gestantes evolui de forma menos delicada, mas nas formas mais graves, principalmente com comprometimento pulmonar, pode haver antecipação do parto. Afinal, a grávida precisa oxigenar o corpo por ela e pelo bebê”, enfatiza.

Para dar espaço ao feto, com a expansão do útero, o tamanho da cavidade torácica da mulher diminui durante a gravidez, deixando os pulmões com menos espaço para atuar. Por isso, ao final da gestação – quando a barriga fica ainda maior – é comum ter dificuldades para respirar e até falta de ar. Essa alteração mecânica da respiração pode atrapalhar a detecção de sintomas da Covid-19 nas grávidas.

Lembre-se: a imunização ao vírus da influenza é muito importante nesse período. Por isso, gestantes devem tomar a vacina da gripe.

3. A hora do parto em tempos de pandemia
O parto é um momento idealizado e até planejado por muitas mulheres. Em meio à pandemia, instituições, hospitais e maternidades precisaram fazer alterações em seus protocolos, como mudar as regras sobre acompanhantes e bloquear visitas no pós-parto. A escolha sobre a via de parto é da paciente, dentro das condições clínicas específicas.

Nas últimas semanas, mulheres com gravidez de risco habitual – isto é, em que mãe e filho não apresentam nenhum problema – devem manter os cuidados relacionados ao novo coronavírus e as recomendações comuns para esse período. Assim, quando entrar em trabalho de parto, a grávida poderá ir à maternidade tranquila.

Segundo o infectologista da Pro Matre Paulista, existe o risco de transmissão no parto pelo contato do bebê com secreções da mãe. Por isso, a orientação deve ser individualizada e o ambiente preparado para as condições da mãe.

4. Pós-parto e amamentação
A OMS defende que a amamentação aconteça logo na primeira hora de vida do bebê, protegendo o recém-nascido de infecções e reduzindo a mortalidade neonatal. No momento, não há evidências científicas sobre a transmissão docoronavírus pelo leite materno. Por isso, essa recomendação é mantida: mães com Covid-19 podem e devem amamentar. “Já no pós-parto, se a paciente for caso confirmado de Covid-19 e se encontrar no período de transmissão da doença – que são duas semanas após os primeiros sintomas – é importante o cuidado para evitar a transmissão ao bebê e estabelecer protocolos”, aponta o Dr. Lívio.

No caso da Pró Matre, na saída da maternidade a orientação é que as pacientes tenham ajuda em atividade da rotina que exigem maior contato com o bebê, como dar banho e trocar fraldas. Caso a mãe contaminada tenha contato com o bebê, ela deve usar máscara (confira todas asinformações sobre o uso de máscaras contra o coronavírus).

Quanto à amamentação, o especialista pondera que deve ser estimulada e sempre com os devidos cuidados. “De forma nenhuma contraindicamos a amamentação, inclusive recomendamos. No entanto, se a mãe está em fase de transmissão de novo coronavírus, ela deve higienizar mãos, seios e usar máscaras durante a amamentação”, salienta.

Os bebês recém-chegados já recebem uma atenção especial que deve ser mantida no contexto de pandemia. Independentemente do estado de saúde da grávida ou puérpera, o mais importante é que a mulher possa ter o apoio de bons profissionais em todo o seu processo.

Clientes Kipp contam com o Programa Boa Hora, no qual uma enfermeira obstetra faz o acompanhamento durante toda a gravidez e o pós-parto, trazendo mais segurança para a mulher. Durante a pandemia, as orientações do Boa Hora são realizadas por telefone ou videoconferência. Caso a paciente ainda prefira a visita presencial da enfermeira, a Kipp proporciona todos os equipamentos de proteção individuais (EPIs) necessários para essa aproximação.

Além desse benefício específico para grávidas, clientes Kipp podem acionar sua eKipp por teleconsulta, telefone ou presencialmente, sempre que houver necessidade de orientação.



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