Exaustas em tempo integral? Vamos galera, mulheres!

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Por Kipp Saúde

24 de junho de 2022

Saúde Mental

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Por Kipp Saúde

24 de junho de 2022

Cuidando de quem cuida: dicas para o acompanhamento completo da saúde da mulher

Chamadas de “guerreiras”, as mulheres merecem o olhar integral para seu bem-estar físico e mental em meio a muitas demandas e sobrecargas.

Muitas vezes vistas pela sociedade como cuidadoras e lutadoras, as mulheres necessitam zelar mais pela própria saúde não apenas quando adoecem ou estão exaustas. Aqui trazemos alguns pontos e dicas cruciais preventivos! Afinal, aqui na Kipp Saúde, estamos sempre atentos à saúde como um todo!

Leia até o final e saiba mais sobre:

  • Carga mental feminina
  • Violência contra a mulher
  • Saúde da mulher

Mulher-maravilha?

Guerreira? “Sobrecarregada” costuma ser o adjetivo mais preciso para defini-la. Afinal, por trás desse aparente elogio provavelmente existe uma mulher que está carregando uma carga mental excessiva, o que pode ocasionar em doenças psicológicas e físicas.

A saúde emocional da mulher é, a propósito, um tema que ainda precisa ser muito explorado, pois impacta diretamente a saúde física e a qualidade de vida de mais da metade da população brasileira. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, as mulheres correspondem a 52,2% da população residente no País, além de serem maioria entre a população idosa (56,7%).

O que é a carga mental feminina?

Dando conta, porém cansada, preocupada e sem tempo para cuidar de si e da própria carreira. Assim é a carga mental feminina.

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde e a Organização Mundial da Saúde, a desigualdade de gênero limita o acesso aos serviços de saúde de qualidade e contribui para taxas de morbidade e mortalidade evitáveis em mulheres e homens ao longo da vida.

Também de acordo com estudo do IBGE, publicado em março de 2021, as mulheres dedicam quase o dobro do tempo que os homens aos cuidados dos afazeres domésticos.

 

 

Ao ler isso, talvez soe óbvio para você que vive nessa rotina, mas há muito mais além das horas mencionadas: ainda precisamos contabilizar as tarefas “invisíveis”.

A carga mental diz respeito a esses afazeres não vistos, mas historicamente atribuídos às mulheres. Por exemplo: geralmente são elas que ficam responsáveis por lembrar dos compromissos familiares importantes, como a data da próxima vacinação das crianças, ou se a consulta com o médico está em dia, se é dia de ir ao mercado etc., como vimos na imagem no começo desse tópico.

Leia também sobre saúde mental e quando pedir ajuda

Em meio a toda essa pressão e cansaço, ainda precisa sobrar tempo para cuidar de si.

Para dar conta de tudo isso, só mesmo com uma rede de apoio especializada. Afinal, se culturalmente elas têm de dar conta de tudo, zelar pela própria saúde passa a ser uma tarefa a mais para ser executada, aumentando o peso da rotina.

E, infelizmente, outro fator que impacta negativamente a qualidade de vida e a saúde da mulher é a violência.

A violência contra a mulher precisa acabar

Viver em um ambiente violento afeta o desenvolvimento cognitivo em todas as faixas etárias. No caso das mulheres, existem diversos estudos na literatura médica que comprovam que a violência doméstica repercute na saúde dela e na dos filhos.

É possível que você seja, ou pelo menos conheça, uma mulher que seja vítima de violência doméstica.

Violência doméstica é qualquer tipo de agressão que mata, lesa psicológica ou fisicamente uma mulher ou que a agride sexual, moral ou financeiramente.

É importante falarmos sobre os tipos de violência doméstica para que ela possa ser reconhecida e, assim, seja possível buscar ajuda quando você for vítima ou conhecer alguém em risco.

Violência física Bater, empurrar, ferir de qualquer maneira.
Violência psicológica Xingar, humilhar, ameaçar, causar medo.
Violência sexual Obrigar a fazer sexo, a se prostituir ou ver material pornográfico.
Violência patrimonial Retirar dinheiro, impedir de trabalhar, controlar gastos.
Violência moral Humilhar na frente das pessoas, mentir sobre ela para os outros

As mulheres pretas e as mais pobres estão mais vulneráveis e são as vítimas mais comuns da violência doméstica.

Contar com uma rede de apoio familiar ou especializado é um fator de proteção. Além disso, estar inserida no mercado de trabalho, com a autoestima elevada e com suporte social, reduz a exposição a essas vulnerabilidades.

As situações de violência precisam ser combatidas e as vítimas necessitam de apoio. Sempre que suspeitar de risco à vida da mulher, a polícia deve ser acionada. Se não souber como ajudar alguém nessa situação, ligue 180 para obter orientações.

Toda mulher tem direito à segurança para viver feliz e de forma saudável.

E por falar em saúde…

Saúde da mulher: dicas para não esquecer

Para não ter de correr atrás do tempo perdido tratando doenças, manter a vida saudável e as rotinas médicas em dia é primordial!

Reduza o risco de ter osteoporose

A osteoporose é o enfraquecimento ósseo que acontece com as mulheres principalmente no período pós-menopausa, tornando-as mais propensas a sofrer uma fratura. O grau e a velocidade da perda óssea dependem de alguns fatores de risco, como uso de alguns medicamentos, genética, peso e altura baixos, sedentarismo, tabagismo, entre outros.

Exercício e alimentação rica em cálcio são importantes. A nossa Ekipp de Saúde está preparada para indicar o melhor caminho. Não deixe de fazer suas consultas periódicas!

Por falar em bons hábitos…

A Organização Mundial de Saúde (OMS) define saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades”. Para chegar a uma condição de saúde da mulher, contemplando-a de forma integral, é essencial adotar uma série de cuidados, envolvendo a alimentação, os exercícios e a qualidade do sono. Ou seja, tem de investir num estilo de vida próspero e produtivo.

Exercícios físicos ajudam no envelhecimento saudável e no combate à depressão. Com músculos resistentes e ossos mais rígidos, você se cuida e previne doenças do coração, obesidade, diabetes e pressão alta.

Além disso, ansiedade e depressão elevam os riscos de doenças cardiovasculares e neurológicas. Um estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, revelou que ansiedade, estresse e cansaço podem aumentar em até 40% o risco de doenças como o Alzheimer. Por isso que, aqui na Kipp, reforçamos que a prevenção e o cuidado devem estar presentes diariamente em pequenas atitudes.

Mantenha os exames em dia

É importante estar com as consultas em dia para prevenir e identificar precocemente doenças, como o câncer de colo de útero.

De acordo com o Ministério da Saúde, mulheres de 25 a 69 anos e pessoas com útero que tenham relações sexuais com penetração devem se submeter ao exame preventivo periódico do câncer de colo do útero – também chamado de Papanicolau.

De início, o exame deve ser feito anualmente e, após dois exames seguidos (com um intervalo de um ano) apresentando resultado normal, o preventivo pode passar a ser feito a cada três anos.

O exame detecta o câncer de colo do útero, o terceiro tipo mais incidente entre mulheres. Ele é causado pela infecção persistente de alguns tipos do Papilomavírus Humano – HPV (chamados de tipos oncogênicos).

A infecção genital por esse vírus nem sempre causa doença. No entanto, quando ocorrem alterações celulares a infecção evolui para o câncer.

Além do exame de rotina, o uso de preservativos – camisinha masculina ou feminina – é essencial durante a relação sexual, pois ajuda na proteção e na transmissão do vírus.

Saiba mais: Qual a diferença entre o DIU de Cobre e Hormonal?

Outros exames periódicos podem ser solicitados pelo seu médico para a realização de check-ups e entendimento do funcionamento geral do organismo. Não espere ter queixas para ajustar os hábitos e cuidar da sua saúde.

Leia também: O metabolismo fica mais lento com o tempo?

Siga a rotina básica na Kipp

Uma Ekipp de Saúde dedicada faz muito mais do que orientar sobre os exames necessários e quando fazê-los. Aqui as mulheres têm acompanhamento nutricional individualizado, avaliação pelo preparador físico para prescrição de exercícios mais adequados a cada faixa etária e tudo o que for importante para que seja mantido um estilo de vida saudável.

Além disso, para as mulheres que desejarem uma gestação, proporcionamos um cuidado durante o período da gravidez e no pós-parto, com orientações personalizadas. Conheça mais neste artigo.

Não se esqueça de que você conta com uma Ekipp de Saúde 24h e com um time multidisciplinar para o fortalecimento da mulher no enfrentamento dos conflitos.

E com isso a Kipp Saúde pode ajudar você. Sempre.

Fontes:

  1. Saúde Brasil 2020: Enfrentando a violência doméstica e familiar contra a mulher. Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. 2022. Brasília. Disponível em: https://direito.mppr.mp.br/arquivos/File/cartilhaViolenciaContraMulherWeb.pdf
  2. Saúde Brasil 2011: Uma análise da situação de saúde e a vigilância da saúde ]espaço[da ]espaço[mulher. Ministério da Saúde. 444. 2012. Brasilia, Ministério da Saúde/SVS/DASS.
  3. IBGE, 2011: Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil 2008-2009 ISBN 978-85-240-4198-3 © IBGE. 2011. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/condicaodevida/pof/2008_2009_analise_consumo/pof analise_2008_2009.pdf
  4. NHS Health A to Z: Sexual health, 2018. Disponível em:https://www.nhs.uk/live-well/sexual-health/
  5. https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2021-07/homem-aumenta-ida-ao-medico-mas-mulher-ainda-cuida-mais-da-saude


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