Qual a diferença entre o DIU de Cobre e Hormonal

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Por Kipp Saúde

18 de fevereiro de 2022

Atualidades

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18 de fevereiro de 2022

Entenda se o anticoncepcional intrauterino é uma boa escolha para você e converse com sua Ekipp de saúde!

DIU é a sigla para “dispositivo intrauterino”, que são objetos pequenos, de plástico flexíveis em formato de “T”. Eles são inseridos dentro do útero para agir como anticoncepcionais e podem conter cobre (DIU de cobre) ou hormônio.

A aceitação por estes métodos vem crescendo à medida em que a população está tomando conhecimento sobre sua segurança e eficácia. Entenda as principais diferenças entre os dois tipos:

  • O DIU de cobre é feito de plástico (polietireno estéril) revestido por filamentos ou anéis de cobre.
  • O DIU Hormonal é também feito de polietileno em formato de T e, em sua haste vertical, há uma cápsula que libera de forma contínua pequenas quantidades de levonogestrel, um hormônio que age como anticoncepcional.

A escolha do método anticoncepcional é feita após consulta com sua médica de família, que irá colher informações sobre características do ciclo menstrual, patologias ginecológicas e clínicas, e então e apresenta rá os métodos aos quais você é elegível, com seus prós e contras. Juntas, vocês entenderão se estes métodos é uma boa escolha para você! Com os DIU, não é diferente. A indicação do método e a escolha do modelo – cobre ou levonogestrel- depende de muitos aspectos e de elegibilidade clínica.

Confira a seguir um pouco das principais características dos dois tipos de DIU, para ajudá-la com sua conversa junto à Ekipp de Saúde!

Como funciona o DIU de cobre?

Ao liberar cobre no útero, o DIU afeta os espermatozoides e os óvulos de várias maneiras. O cobre altera o muco cervical, dificultando que o espermatozoide sobreviva e encontre um óvulo. A alteração do muco cervical também reduz drasticamente a probabilidade de um ovo fertilizado conseguir se implantar. A maior vantagem é que não há hormônio na jogada e seu ciclo hormonal funciona normalmente, evitando efeitos colaterais e desconfortos comuns nos métodos hormonais (pílulas, injeções, implantes e DIU hormonal).

O DIU de cobre é seguro?

  • Quando colocado corretamente, o DIU de cobre tem mais de 99% de eficácia;
  • O DIU de cobre começa a funcionar imediatamente após ser colocado e dura entre 5 e 10 anos, a depender do fabricante;
  • Pode ser colocado em qualquer momento do seu ciclo menstrual. Você também pode solicitar a retirada do seu DIU de cobre a qualquer momento e tentar engravidar logo em seguida.

Efeitos colaterais do DIU de cobre

  • A sua menstruação pode ficar mais intensa, durar mais dias e você pode ter mais cólicas, principalmente nos 6 primeiros meses após colocá-lo. Algumas mulheres não se adaptam a isso e preferem retirar o DIU. Se você já tem um fluxo menstrual muito intenso ou costuma ter muita cólica, ele pode não ser a melhor escolha.
  • Alguns tipos de miomas e outras patologias uterinas também podem representar contraindicação ao método.
  • Há um risco baixo de que seu corpo expulse o dispositivo intrauterino ou que ele se desloque. Sua médica ou enfermeira lhe ensinará a como checar se ele está no lugar.
  • Há também um risco muito baixo dos seguintes eventos: infecção, gravidez ectópica e perfuração uterina na hora da colocação.
  • Você não está protegida contra infecções sexualmente transmissíveis quando utiliza um dispositivo intrauterino

Como funciona o DIU hormonal?

O DIU com levonogestrel apresenta ação sobre o endométrio – que é a camada de tecido que reveste o útero por dentro, onde se implanta o embrião – muco cervical e ovulação. A grande vantagem deste método hormonal é seu conforto: não é necessário lembrar de tomar as pílulas. Além disso, a redução ou suspensão da menstruação podem ser interessantes às mulheres que têm bastante fluxo e cólica. A dose do hormônio é menor do que de outros métodos hormonais e sua ação é mais localizada e, por isso, tende a apresentar menos efeitos colaterais.

O DIU hormonal é seguro?

  • Quando colocado corretamente, o DIU de levonogestrel é extremamente seguro, apresentando eficácia similar à esterilização cirúrgica.
  • É inserido preferencialmente entre o primeiro e sétimo dia da menstruação. Pode ser removido a qualquer momento e você pode tentar engravidar logo em seguida, pois a concentração de levonogestrel cai rapidamente após a retirada, com recuperação imediata da fertilidade.

Efeitos colaterais do DIU hormonal

  • Pode ocorrer spotting ou manchas – pequenos sangramentos fora de hora, principalmente nos 5 primeiros meses.
  • Muitas mulheres ficam em amenorreia (suspensão da menstruação) e isso não causa problemas para o corpo. Ao contrário, pode ser, inclusive desejável em algumas patologias como o mioma, a endometriose, entre outras.
  • Pode haver sensibilidade mamária.
  • Há também um risco muito baixo dos seguintes eventos: expulsão, infecção, gravidez ectópica e perfuração uterina na hora da colocação.
  • A colocação do DIU pode ser um pouco dolorosa, mas você receberá remédios para isso.
  • Você não está protegida contra infecções sexualmente transmissíveis quando utiliza um dispositivo intrauterino.

Efeitos colaterais do DIU hormonal

Tanto o DIU de cobre quanto o de levonogestrel podem ser colocados na clínica.
Antes de implantar o DIU, sua médica de família fará um exame clínico ginecológico para checar a posição e o tamanho de seu útero. Ela também verificará se há alguma infecção vaginal e pode preferir tratá-la antes. Todo o procedimento dura em torno de 20 a 30 minutos e a colocação propriamente dita demora menos de 5 minutos.

Os passos da colocação são os seguintes:

  1. A médica colocará o espéculo vaginal, assim como em uma coleta de Papanicolau;
  2. Após o exame clínico, a médica irá aplicar um líquido para higienizar e reduzir o risco de infecção;
  3. Após realizar a medida do útero com um instrumento, o DIU é colocado no fundo uterino.

A colocação de um dispositivo intrauterino pode ser desconfortável e algumas pessoas eventualmente consideram doloroso. Por isso, você pode pedir para interromper a inserção a qualquer momento. No dia da implantação, você pode preferir não trabalhar e receberá analgésicos, atestado médico e receberá outras dicas para lidar com isso.

Nos primeiros ciclos após a colocação, você pode experimentar cólicas, mas analgésicos e bolsa de água quente costumam ser suficientes para aliviar.

Normalmente, não são necessários exames após a colocação do DIU, mas sua médica de família pode solicitar que você retorne após algumas semanas para ter certeza de que tudo está bem.

Procure um médico de família se você:

  • Sentir dor ou inchaço no abdome
  • Tiver febre
  • Tiver corrimento anormal com cheiro

Como saber se meu DIU está no lugar?

O DIU é posicionado no fundo da cavidade uterina. Ele possui dois fios macios que atravessam o canal cervical até a vagina. A médica que colocar seu DIU vai lhe ensinar a sentir esses fios para saber se ele está no lugar. Você pode experimentar checá-los algumas vezes no primeiro mês para se acostumar e, depois, uma vez por mês.

É muito difícil um DIU sair do lugar. E, na maioria das vezes em que isso ocorre, a mulher costuma sentir o corpo plástico do DIU dentro da vagina. No entanto, se isso ocorrer e você não perceber, a proteção contra a gravidez pode ficar prejudicada.

Não é comum que a parceria sinta o DIU durante o ato sexual, pois o corpo plástico do DIU fica dentro da cavidade uterina. Os fios que ficam na vagina são macios. Mas, caso os fios sejam sentidos durante a relação, você pode vir à consulta e aparar.

Se tiver dúvida sobre o posicionamento do DIU, utilize camisinha e marque uma consulta presencial com sua Ekipp de Saúde. Se você teve relação nas últimas 48h, você pode precisar de contracepção de emergência.

É fácil remover o DIU?

O dispositivo intrauterino pode ser retirado por uma médica. Se você não for colocar outro no lugar e não deseja engravidar, utilize um método alternativo 7 dias antes da retirada (como preservativo, por exemplo). É possível engravidar tão logo o DIU seja retirado.

Fonte: Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde sexual e saúde reprodutiva / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – 1. ed., 1. reimpr. – Brasília : Ministério da Saúde, 2013. 300 p. : il. (Cadernos de Atenção Básica, n. 26)



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