Consumo de álcool

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Por Kipp Saúde

22 de junho de 2021

Saúde Mental

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Por Kipp Saúde

22 de junho de 2021

Para muitas pessoas, o consumo do álcool é um hábito corriqueiro e natural. Seja para comemorar um grande momento ou para “afogar as mágoas”, muitas pessoas usam a bebida como companheira em diversas ocasiões.

No entanto, o consumo de álcool é também um ponto de preocupação com a saúde. Afinal, qual quantidade pode trazer riscos? Há doses seguras? Quando é necessário buscar ajuda? Se você tem essas dúvidas, acompanhe as informações deste post.

Primeiro, é importante lembrar que o álcool é uma substância química que pode afetar todo o organismo. A ingestão em excesso, descontrolada e constante em muitos casos caracteriza a doença crônica chamada de Transtorno do Uso do Álcool (TUA), que popularmente é chamada de alcoolismo ou dependência do álcool.

O álcool é também classificado como uma droga lícita. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é toda substância não produzida pelo organismo que, ao ser ingerida, modifica uma ou mais de suas funções.

No caso das bebidas alcoólicas, acontecem mudanças de aspectos físicos, emocionais e relacionados ao pensamento e ao comportamento das pessoas. Alguns efeitos podem momentaneamente trazer prazer, mas ao mesmo tempo são prejudiciais e nocivos.

Efeitos do consumo de álcool

As drogas depressoras, como é o caso do álcool, deixam o funcionamento do cérebro mais lento e afetam a nossa capacidade de realizar movimentos de forma adequada. Além disso, perdemos a sensibilidade para a dor e temos mais sonolência. Com o uso frequente, órgãos como coração, fígado, estômago e rins também são prejudicados.

Ainda que esses efeitos em um certo momento acabem, o consumo de álcool contínuo e em grandes quantidades causa danos para toda a vida. Isso porque as drogas têm a capacidade de gerar dependência no sistema de recompensas do cérebro. Associado a outros fatores, quanto mais você beber, mais vontade terá de continuar com esse hábito.

E sabe quando dá aquele “branco” após alguns copos de cerveja ou taças de vinho? É outro efeito comum para quem bebe muito e, principalmente, de estômago vazio. Alguns estudos também apontam que, pelas diferenças fisiológicas, as mulheres são mais predispostas para vivenciar esses efeitos bebendo as mesmas doses que os homens.

Existe quantidade segura?

Em poucas palavras: a quantidade que é segura pode depender de diversos fatores. A OMS aponta como consumo máximo de 21 unidades de álcool por semana para homens e de 14 unidades de álcool para mulheres. Veja mais detalhes no nosso infográfico:

Importante ressaltar que não existe uma dose segura de consumo de álcool para grávidas em nenhum momento da gestação. Os efeitos de beber no pré-natal podem ser muito sérios para o bebê.

E como sei se me tornei um dependente?

Não é apenas a quantidade de consumo de álcool que vai definir se você tem um transtorno relacionado ao uso de álcool. Mas, se você faz um uso contínuo dessa droga, é importante conversar com um médico da família (clique aqui para marcar uma consulta!) e realizar este teste baseado em padrões internacionais:

Você também pode observar estes comportamentos para uma autoavaliação:

  • Sempre bebo mais do que planejei.
  • Preciso me esforçar para controlar o uso de álcool.
  • Demoro bastante tempo para me recuperar dos efeitos da bebida.
  • Prefiro beber a ficar com a família, trabalhar ou realizar outras atividades sociais.
  • Já me ausentei do trabalho/escola ou outros compromissos por conta disso.
  • Mesmo observando problemas causados pela bebida, continuo fazendo uso regular.
  • Cada vez aumento mais a dose para alcançar o efeito esperado.
  • Quando não bebo, tenho sintomas de abstinência, como tremor, suor e mal-estar.

Por que comigo?

Algumas pessoas podem não apresentar problemas no consumo de álcool mesmo com uso constante. Ao longo da vida, ocorrem variações nessa relação e na forma de consumir.

Por isso, o desenvolvimento da dependência do álcool pode estar relacionado com vários momentos e fatores, sejam biológicos, psicológicos, profissionais, sociais, financeiros. Apesar de toda a complexidade que deve ser levada em consideração, estas são as principais causas:

  1. Fator genético: Os genes de algumas pessoas podem tornar mais difícil controlar como elas lidam com o álcool e outras substâncias com potencial de causar dependência.
  2. Problemas sociais: crescer ou viver em ambiente muito exposto ao álcool favorece o abuso. Outras podem vivenciar a cultura de uso frequente da bebida em atividades sociais como em happy hours ou após o futebol com amigos.
  3. Fator ambiente: Alguns eventos de vida podem desencadear aumento do consumo de bebida, como a perda de um emprego, um divórcio, a perda de um ente querido.
  4. Causas psicológicas: O álcool pode promover alívio temporário de sintomas de alguns problemas de saúde mental, como ansiedade, transtorno do estresse pós-traumático, esquizofrenia, entre outros.

Escape para o momento atual

A pandemia de Covid-19 tem sido um período em que muitas pessoas buscam a bebida para um momento de alívio ou para tentar “apagar” os problemas trazidos pela crise mundial da saúde. Com isso, muita gente aumentou seu padrão de consumo.

De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), na região chamada Cone Sul, incluindo Brasil, cerveja e vinho foram as bebidas mais consumidas nos primeiros meses de pandemia, em 2020.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apresentou em um estudo em que 18% dos participantes relataram estar bebendo mais. Entre fatores atribuídos na pesquisa estão o estado de ânimo e a frequência de sentimentos de tristeza trazidos pelo momento.

Na faixa etária entre 30 e 39 anos, 26% dos entrevistados disseram que passaram a beber com mais frequência. Nos idosos (acima de 60 anos), esse índice foi o menor, e ficou em 11%.

Tem tratamento!

A dependência e as doenças relacionadas ao consumo de álcool podem ser difíceis de tratar. No entanto, quando há disposição do paciente em realizar um tratamento e quando existe uma equipe de profissionais capacitados para orientar, é possível tornar o processo mais fácil.

O paciente pode optar por diferentes recursos terapêuticos de acordo com o problema e a gravidade. Pessoas que experimentam sintomas de abstinência, por exemplo, necessitam de remédios específicos para evitar sintomas graves, enquanto outras podem se beneficiar apenas com tratamentos não farmacológicos.

Então quais são os primeiros passos para procurar esse tratamento? Primeiro, conversar abertamente com um enfermeiro ou médico de família. Nesses encontros, junto com o profissional, será possível estabelecer um plano com o objetivo de reduzir ou parar o consumo de álcool. Importante saber que em muitos casos essa é a única intervenção necessária.

Caso o problema seja avaliado com maior gravidade, é possível ingressar em um programa intensivo de reabilitação, com sessões mais frequentes. Nessas sessões, o profissional especializado o ajudará a lidar com os gatilhos, retornar a vida social que não envolva a bebida e utilizar o consumo como parte do tratamento. Você pode descobrir se é elegível para o programa da Kipp com uma consulta.

Outra possibilidade de tratamento é o acompanhamento com um psiquiatra. Esse tipo de atendimento é essencial para quem tem questões associadas ao uso nocivo do álcool como problemas de saúde mental.

Além disso, o psiquiatra age quando a pessoa dependente não se adapta às outras terapias. Na avaliação com um médico da família, também é recomendado levantar esse tema para entender se o encaminhamento é necessário.
 
 
 
 

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