Aleitamento Materno: entenda sua importância e como realizá-lo

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Por Kipp Saúde

5 de agosto de 2022

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Por Kipp Saúde

5 de agosto de 2022

A participação e apoio de pais, familiares, empresas e sociedade é fundamental para o aumento da amamentação infantil

Uma pesquisa divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz, em 2021, mostrou como a amamentação está presente na vida de crianças de até dois anos e suas mães. O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (ENANI-2019), encomendado pelo Ministério da Saúde, destacou que metade das crianças brasileiras são amamentadas por mais de 1 ano e 4 meses. E, também, que quase todas as crianças foram amamentadas alguma vez (96,2%), sendo que dois em cada três bebês são amamentados ainda na primeira hora de vida (62,4%).

Para incentivar a prática e conscientizar a população sobre os benéficos da amamentação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) criou, em 1992, a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM). A 31ª edição será realizada entre os dias 1 e 8 de agosto e terá como tema “Fortalecer a amamentação – Educando e apoiando”. A SMAM também define, a cada ano, o tema a ser trabalhado e promove a divulgação de materiais informativos em mais de 120 países em 14 idiomas. Neste ano de 2022, os quatro objetivos ou pilares da campanha são:

  • INFORMAR pessoas sobre seu papel fortalecendo a rede de calor de apoio à amamentação
  • VINCULAR amamentação como parte de boa nutrição, segurança alimentar e redução das desigualdades
  • ENGAJAR pessoas e organizações ao longo da cadeia de calor de apoio para a amamentação
  • ESTIMULAR ação de fortalecimento da capacidade de protagonistas e sistemas para a mudança transformacional

As ações em prol do aleitamento materno têm ganhado cada vez mais força, pois o leite materno é o alimento perfeito para uma criança e os seus benefícios na proteção à saúde é incontestável. Ele previne infecções e garante a nutrição adequada, contribui para o vínculo entre a mãe e o filho, proporciona segurança alimentar para o lactente e para a família. Além dos benefícios para a mãe, como redução da incidência de câncer de mama, ovário e endométrio, entre outros.

Mas, para conseguirem amamentar, as mulheres precisam de uma rede de apoio sólida, dos serviços de saúde, do local em que trabalham, da comunidade, pais e familiares. É isso que a campanha quer dizer ao abordar o tema “engajar pessoas e organizações ao longo da cadeia de calor de apoio à amamentação”. Por isso, vamos destacar a impotência de ter uma Ekipp de Saúde para orientar os pais, os principais desafios da amamentação, cuidados e algumas práticas que podem ajudar a tornar esse momento mais leve.

No pré-natal

Desafio: para se prepararem para amamentar, os pais precisam de educação e aconselhamento antecipado, que deve começar no primeiro trimestre da gestação. Estar bem-informado é um desafio, porque há muitas coisas para se preocupar com a chegada do bebê. Na Kipp, nossas enfermeiras e médicos trabalham o tema em consultas individuais e em grupos, garantindo um equilíbrio de temas abordados, dando o foco necessário à preparação para a amamentação.

No parto e nascimento

Desafio: após a chegada do bebê, a recomendação é o contato pele-a-pele de forma adequada, garantindo a hora dourada da amamentação. Muitos hospitais ainda não têm uma política da iniciativa “Hospital Amigo da Criança”, estratégia lançada no mundo inteiro pela OMS e UNICEF com o intuito de promover, proteger e apoiar o aleitamento materno no âmbito hospitalar, e separam desnecessariamente a mãe e o bebê. Na Kipp, nós elaboramos durante o pré-natal o Plano de Parto, empoderando a família para apresentar aos profissionais o desejo de respeitar o pele-a-pele e a amamentação na sala de parto.

Primeiras seis semanas após o nascimento

Desafio: as primeiras semanas após a chegada em casa são cruciais para estabelecer a amamentação. Esta fase tem um grande risco de desmame, porque surgem dificuldades, dores e necessidade de adaptação à chegada do bebê. É um momento de risco, em que a mulher pode ficar sem apoio para lidar com os medos e dúvidas e os pais podem ser aconselhados ou optar por dar mamadeira e o bebê pode não ter a oportunidade de aprender a mamar.

Na Kipp Saúde, programamos uma teleconsulta para a chegada do bebê em casa e uma visita domiciliar por enfermeiras especialistas em amamentação. Após a primeira avaliação e as primeiras orientações, a equipe permanece disponível 24h para tirar dúvidas e ajudar a lidar com os ajustes. Novas consultas podem ser programadas para o ajuste da pega, posicionamento. Para nós, as dificuldades da amamentação são consideradas urgências médicas, porque sabemos que, se não atendidas, as famílias ficam vulneráveis ao desmame nesta fase difícil.

Cuidados contínuos

Desafio: uma vez estabelecida a amamentação, o principal desafio passa a ser a continuidade até, pelo menos, os dois anos de idade, que é a recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS). A principal razão para o desmame nesta fase é a falta de conscientização da comunidade sobre o valor da amamentação até os dois anos, a falta de apoio dos locais de trabalho, que não oferecem ambiente apropriado, tempo e espaço para que as mulheres possam armazenar o leite ou amamentar suas crianças em horários de intervalo, e o retorno precoce das mães ao trabalho.

Na Kipp, nós realizamos orientações contínuas sobre a importância do aleitamento materno até, pelo menos, dois anos de idade e ajudamos a mulher a programar-se para a volta ao trabalho com antecedência, acolhendo e levando em consideração sua realidade de trabalho e os apoios e alternativas possíveis.

Circunstâncias específicas

Desafio: Algumas situações oferecem desafios extras à amamentação. Por exemplo, quando o bebê nasce prematuro, quando tem anormalidades craniofaciais que dificultam a pega, síndromes genéticas, em caso de doenças na mãe ou uso de remédios que afetam a amamentação. Por isso, a Kipp possui uma equipe multidisciplinar, composta de médicos, enfermeiras especialistas em amamentação, nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos, sempre prontos e dispostos a realizar orientações específicas e personalizadas para cada família.

Pontos-chave do posicionamento adequado

  • Rosto do bebê de frente para a mama, com nariz na altura do mamilo;
  • Corpo do bebê próximo ao da mãe;
  • Bebê com cabeça e tronco alinhados (pescoço não torcido);
  • Bebê bem apoiado.

Pontos-chave da pega adequada

  • Mais auréola visível acima da boca do bebê;
  • Boca bem aberta;
  • Lábio inferior virado para fora;
  • Queixo tocando a mama;
  • Bochechas do bebê relaxadas à sucção.

Sinais de que a pega pode estar ruim

  • Ruídos da língua;
  • Mama aparentando estar esticada ou deformada durante a mamada;
  • Mamilos com estrias vermelhas ou áreas esbranquiçadas ou achatadas quando o bebê solta a mama frequentemente;
  • Dor na amamentação.

Aspecto normal do leite

Muitas mães ao observarem o aspecto do leite ficam inseguras sobre a qualidade do leite. Essa insegurança comum é fruto de uma cultura e propagandas da indústria que desacreditam na amamentação e privilegiam as fórmulas industrializadas como sendo alimentos mais adequados. Precisamos desfazer este mito!

Estudos comprovam que mesmo em lugares com extrema desnutrição, o leite materno é rico e preserva suas propriedades, nutrientes e valor energético. O aspecto do leite de cada mãe é diferente e não existe leite materno ruim. Normalmente, o leite anterior, aquele que sai primeiro na mamada, é mais transparente e muito rico em anticorpos, um verdadeiro suco de imunidade.

O leite intermediário é esbranquiçado e rico em proteínas e o leite mais posterior é mais amarelado, rico em gorduras saudáveis. Não existe leite fraco! O leite é o alimento perfeito para o bebê, deve ser oferecido exclusivamente até os seis meses e continua sendo o principal alimento até 1 ano de idade, mesmo quando o bebê começa a aprender a comer. Após a introdução alimentar, ele continua sendo indicado até pelo menos 2 anos de idade.

Incentivamos a livre-demanda e o tempo de mamada livre

No início da amamentação, muitas mães pedem orientações aos profissionais sobre tempo de mamada, frequência e variação de lados esquerdo ou direito. Nossa orientação e da OMS é de oferecer o leite materno à livre demanda, ou seja, sempre que o bebê pede. Não há problema em oferecer o leite em intervalos menores, para acalmar o choro do bebê, ajudá-lo a dormir por exemplo.

O leite é muito mais do que comida para encher a barriga: é contato físico, é vínculo, é segurança que o bebê precisa na chegada ao mundo. Especialmente nos primeiros três meses de vida, a livre demanda é fundamental para o estabelecimento da amamentação e do vínculo entre a mãe e o bebê. A regulação da produção do leite é contínua e o corpo da mulher produzirá o leite necessário para o momento de vida do bebê. Criar regras pode complicar o processo e levar ao abandono da amamentação. Peito neles!

Problemas na amamentação

Alguns dos problemas mais difíceis da amamentação incluem a fissura mamilar, o ingurgitamento mamário e a mastite. Na Kipp, temos uma abordagem preventiva destes problemas, porque com as orientações de nossas enfermeiras especialistas sobre pega e posicionamento desde o pré-natal, todas essas complicações são evitadas. Caso a mulher desenvolva algum destes problemas, a equipe médica prestará os cuidados mais atualizados e baseados em evidência disponíveis, com grande sucesso na manutenção da amamentação.

Orientamos a manutenção da amamentação quando a mulher volta ao trabalho

Sabemos que outro momento de risco de desmame é o fim da licença maternidade da mãe. Muitas mães desmamam seus bebês neste momento desnecessariamente, por falta de apoio e informações sobre como se preparar para manter leite estocado, armazenado corretamente e como ofertar o leite. Nas nossas consultas, ajudamos a família a se organizar, provendo informações práticas e atualizadas sobre ordenha, armazenamento, transporte, descongelamento e oferta do leite por outros cuidadores.

O que fazemos na Kipp saúde efetivamente para promover o aleitamento materno?

  • Orientamos os benefícios comprovados da amamentação
  • Orientamos pega e posicionamentoNa Kipp realizamos orientação de pega e posicionamento nas consultas presenciais, virtuais e visita domiciliar, por nossos médicos e enfermeiras especialistas em amamentação.

Se você ficou com alguma dúvida sobre aleitamento materno ou precisar de acompanhamento. Entre em contato com sua Ekipp de Saúde.



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